Torre da Universidade reabre após obras de requalificação

O reitor Seabra Santos liderou o primeiro grupo de visitantes que subiu os 180 degraus da Torre da Universidade de Coimbra, após as obras de requalificação que se prolongaram por meio ano. Esta segunda-feira recomeçam as visitas guiadas ao público.

A visita ao cimo da Torre em estilo barroco seguiu-se a uma sessão na Sala do Senado da UC, em que foi apresentada uma comunicação em vídeo do antigo pró-reitor António Filipe Pimentel (professor de História da Arte e actual director do Museu Nacional de Arte Antiga) relativa àquela construção em estilo barroco, cujas obras terminaram em 1733.

“Esta abertura da Torre significa a recuperação do património, intervir sobre o símbolo da Universidade de Coimbra, que é por extensão o símbolo da Universidade Portuguesa e também da própria da cidade”, declarou Fernando Seabra Santos, domingo, à agência Lusa.

Para o reitor, que em breve abandonará o cargo, encerrando um ciclo de dois mandatos consecutivos, “a Torre precisa de ser olhada com mais cuidado”.

“A Torre tem quase 300 anos e nunca foi mantida desta forma tão cuidadosa. Nunca foi requalificada e estava a atingir um patamar de degradação preocupante”, afirmou.

O primeiro grupo de pessoas que visitou a Torre da UC, com a orientação de Seabra Santos, integrava João Paulo Barbosa de Melo, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Raimundo Mendes da Silva, pró-reitor com o pelouro da manutenção de edifícios, coordenador dos complexos trabalhos de intervenção no imóvel, que se prolongaram por meio ano.

Com 34 metros de altura e um grande relógio, a Torre, cujo sino é ainda designado por “cabra” entre actuais e antigos estudantes – “a ‘cabra’ da velha Torre” a que alude um conhecido fado de Coimbra – foi construída entre 1728 e 1733.

Do seu terraço, pode-se avistar quase toda a cidade, os campos do Mondego e o rio serpenteando na paisagem, bem como dezenas de colinas que cercam Coimbra num raio de vários quilómetros.

A abertura da Torre ao público, após quase três séculos de existência, com acesso limitado a funcionários da instituição, começa esta segunda-feira, através de visitas guiadas.

Fonte – Jornal de Notícias

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