Milhões europeus para optimizar sustentabilidade

Autocarros fora da Avenida da República. Não amanhã, mas no médio prazo, medida visível no seio do projecto energético que põe Gaia em destaque no mapa europeu, a par de cidades como Barcelona ou Milão. E que valerá, correndo bem, 73 milhões de euros.

Pernas para andar terá de ter Vila Nova de Gaia, depois de ter sido um de seis municípios europeus seleccionados, de um universo de cerca de 2100, pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), para desenvolver um programa de sustentabilidade energética em três anos.

A candidatura ao programa ELENA (“European Local Energy Assistance”), feita com base no trabalho da agência municipal Energaia, obrigava a Câmara a comprometer-se a cumprir metas na emissão de dióxido de carbono no território concelhio, mediante um programa que terá, agora, de ser aprofundado para que o financiamento europeu de 73,4 milhões de euros (perto de 90% do investimento total) possa concretizar-se.

Resultado de “muitos anos de desenvolvimento” e de uma “atitude voluntarista e unilateral da administração”, nas palavras de Luís Filipe Menezes, o projecto aprovado há dois meses pelo Executivo, abarca obras já no terreno (ciclovias, zonas pedonais, parques de estacionamento periféricos, introdução de veículos eléctricos na frota municipal ou estudo com vista à criação de uma rede municipal de transportes públicos) e outras por fazer, em áreas como os transportes, os edifícios municipais ou a iluminação pública e sinalização de trânsito.

Terá agora de ser constituída uma equipa técnica – “será por concurso a lançar já em Janeiro, aqui não há jobs for the boys”, clama o presidente da Câmara – que aprofunde os projectos de forma a manter em pé o apoio do BEI.

Embora apenas seis cidades tenham sido escolhidas, trata-se ainda de uma pré-selecção, ou seja, não estão atribuídos definitivamente os fundos pretendidos. “Temos a competência técnica e a velocidade para agarrar esta oportunidade e não a deixarmos fugir”, diz Menezes.

É na área dos transportes que o investimento será maior (cerca de 35 milhões de euros), em particular devido à aquisição de veículos energeticamente eficientes e veículos eléctricos (em menor escala), mas são as medidas estruturais que, nesse capítulo, mais dão no olho.

A começar, naturalmente, pela pretendida interdição da circulação de autocarros na Avenida da República, que não acontecerá de uma vez, mas surge como uma meta. A Avenida D. João II (a Nascente) foi aberta já a pensar na possibilidade, a rede de metro ajuda e só o trânsito ido das freguesias ocidentais terá de desembocar, por falta de alternativa, na avenida central da cidade.

Para a redefinição da rede concelhia de transportes, Menezes salienta a importância de os operadores já não serem as várias dezenas de outros tempos, podendo negociar-se com eles vários aspectos, pois as concessões serão atribuídas por prazos de 25 a 30 anos.

Importante será também, a concretizar-se todo este plano, o investimento no Interface da EN 222. Serão criados corredores, para transportes não poluentes a definir, nessa estrada e na variante à mesma, e o centro de intermodalidade, feito em negociação com entidades privadas, será dotado de grandes parques de estacionamento, para ligeiros e para autocarros, e de uma superfície comercial adequada.

Fonte – Jornal de Notícias

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