Querem ressuscitar plano contra fogos na Zona Histórica

A Sé, no Porto, teve durante 20 anos (1984/2004) um Plano de Prevenção Contra Incêndios que permitiu que a população tivesse mangueiras e extintores à porta. O projecto acabou há seis anos. Mesmo que algumas ruas continuem com risco elevado de fogo.

Algumas famílias, como aquelas que vivem na “ilha” da Viela das Gatas, na freguesia da Sé, continuam a manter em locais estratégicos a mangueira e o extintor. No entanto, o estado dos materiais denuncia que há muito deixaram de estar operacionais.

Porém, tempos houve em que vários objectos de prevenção a incêndios estiveram espalhados por toda a freguesia. “Decidimos criar um projecto de prevenção, porque o risco de incêndio era um medo que assolava toda a gente”, recorda, ao JN, José Campos, membro do Grupo de Apoio ao Bairro da Sé (GABS).

Na altura, em 1984, “foi preciso ter acontecido uma morte num incêndio para que o plano arrancasse”, contou José Campos, lembrando que a freguesia “passou a estar distribuída por zonas, para que os bombeiros passassem a chegar com a máxima rapidez e prontidão ao lugar do sinistro”.

Durante os 20 anos em que durou o Plano de Prevenção Contra Incêndios, envolvendo bombeiros, Câmara do Porto e moradores, a Sé esteve apetrechada com seis extintores, 12 lanços de mangueira e quatro chaves para bocas de incêndio posicionadas em “sítios de referência”, como a Rua dos Pelames, Travessa de S. Sebastião, Rua das Aldas, Largo da Pena Ventosa, Rua do Souto e Rua da Bainharia.

Locais que, passados seis anos desde o fim do projecto, estão sinalizados no Plano de Intervenção em Emergências no Centro Histórico do Porto com nível intermédio ou elevado de risco. Esta classificação tem em conta os acessos, a disponibilidade de água e o estado dos imóveis.

Razões “mais que suficientes” para José Campos se manifestar “assustado” com o “barril de pólvora” que existe na Sé.

Com o incêndio que aconteceu na Rua dos Caldeireiros ainda presente na memória, o presidente da Junta da Vitória, António Oliveira, não tem dúvidas de que o Plano de Prevenção “devia ser replicado em todas as freguesias”. “Todas as acções de prevenção são bem-vindas”, sublinhou.

A mesma opinião tem Jerónimo Ponciano, presidente da Junta de S. Nicolau, considerando que “é preciso vontade política para que a Câmara passe a olhar com mais cuidado para as ruas do Centro Histórico”.

O JN tentou ouvir, sem êxito, os presidentes das juntas de Miragaia e Sé. Da Câmara não obteve resposta em tempo útil.

Fonte – Jornal de Notícias

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