Mais visitantes no Castelo

O Castelo de S. Jorge, em Lisboa, registou mais 6% de visitantes em Junho deste ano relativamente ao período homólogo de 2009. São já perto de 450 mil os turistas, nacionais e estrangeiros, que cruzaram as muralhas do emblemático monumento desde Janeiro.

As filas na bilheteira continuam longas e os comerciantes que dependem da venda de lembranças também não se queixam. Os preços dos bilhetes subiram de cinco para sete euros há cerca de um mês, mas nem por isso o número de visitantes desceu.

Os lisboetas e as crianças até aos 10 anos estão isentos de pagamento e os turistas, embora não considerem a entrada barata, acabam por ficar rendidos com a paisagem que as muralhas oferecem, mais do que com a possibilidade de ter direito a visitas guiadas ou a ver os núcleos arqueológicos, museológicos ou a espreitar pelo periscópio, que permite ter uma visão da cidade a 360 graus.

Só para ter a cidade aos meus pés vale a pena vir ao castelo. Como vivo em Lisboa não pago bilhete e, por isso, venho cá mais vezes. Se pagasse, a conversa era outra…?, admite Carlos Dias, que ontem levou o filho à animação musical da Companhia de Ópera do Castelo no âmbito da iniciativa ?Domingos em Família?.

As entradas no castelo foram gratuitas até Dezembro de 2004, altura em que começaram a ser cobrados três euros por pessoa. Em 2006, o bilhete subiu para os cinco euros e, no mês passado para os sete. Ainda assim, o número de visitantes tem vindo sempre a crescer, garante uma fonte da EGEAC, empresa municipal responsável pela gestão e animação do monumento. Apenas em 2008, no pico da crise, houve uma quebra, que foi recuperada a partir de Outubro de 2009.

Todos os museus e palácios subiram o custo dos bilhetes. No castelo, estamos com a mesma linha de preços, embora não tenha sido uma acção concertada?, explica a fonte da EGEAC, acrescentando que os programas de animação e a redução de preços para grupos e famílias ajudam a cativar turistas e a manter as estatísticas animadoras.

“Não acho barato, mas também não posso dizer que é exagerado comparado com outros monumentos”, sustenta Dolores Rodriguez, uma turista espanhola de passagem pela capital. Ana Mandarino, uma turista brasileira, diz que o bilhete tem um preço “razoável”, enquanto Judite Coelho, residente no Porto, admite que este podia ser “mais baratinho”. Ainda assim, fazendo um balanço do que há para ver considera que “vale o preço”.

Fonte – Jornal de Notícias

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