Hotéis nascem como cogumelos na Baixa do Porto e causam apreensão

Quase 20 unidades previstas são “um exagero”, diz associação do sector.

Aos 32 hotéis da cidade do Porto irão juntar-se em breve cerca de 20 unidades para todos os bolsos, um boom que causa “apreensão” à Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo. Estes números “são um exagero para o nível de procura e para o que precisamos em termos de crescimento”, disse ao DN António Condé Pinto. Segundo o presidente executivo da APHORT, as taxas de ocupação rondam os 60% e não há falta de oferta. “Para este número de hotéis e mantendo a taxa de ocupação actual, teríamos de ter 600 a 700 pessoas a chegar todos os dias ao Porto. Vemos este cenário com apreensão”, afirma.

Em Abril é inaugurado um Ibis duas estrelas, na Rua da Alegria, e no mês seguinte abre o Hotel Teatro (quatro estrelas), na Sá da Bandeira. Mas as empreitadas sucedem-se ou estão agendadas. Ao fundo da Avenida dos Aliados, em plena Praça da Liberdade, decorrem as obras que vão transformar o Palácio das Cardosas num hotel de luxo e, mesmo ao lado, no edifí­cio da Casa Navarro, há projecto aprovado na Porto Vivo, Sociedade de Reabilitação Urbana, para outra unidade. Ainda a aguardar licenciamento, um hotel de charme na Rua das Flores, um low- -cost no antigo cinema Águia D’Ouro e o Hotel D. Inês, ambos na Praça da Batalha; na mesma situação, o Hotel Porto Ribeira, na Avenida Gustavo Eiffel, e um hotel da Easy na Rua Alexandre Herculano.

Lena e Martina acabaram de chegar ao Porto e elogiam a facilidade em arranjar alojamento. “Consultámos a nossa ‘bíblia’, o Lonely Planet, que dava muito boas referências [do Hotel da Bolsa, uma unidade três estrelas no centro histórico], e reservámos pela Internet”, contam as holandesas ao DN. Dorothea é alemõ e também fez reserva online para o Yellow Hostel, preços mais baixos para os chamados mochileiros.

O número de turistas tem aumentado, assim como as taxas de ocupação, mas muito à custa da descida dos preços, afirma ainda Condé Pinto. “O Porto precisa de outras coisas, de eventos e de entrar na rota das grandes cimeiras internacionais”, conclui o mesmo responsável. “É completamente desadequado que o poder político incentive a abertura de novos hotéis neste contexto”, diz.

Fonte – Diário de Notícias

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