Casa-Museu Miguel Torga só recebeu 45 visitas no mês de Janeiro

Casa Museu Miguel Torga

A Casa-Museu Miguel Torga recebeu 45 visitantes (dois do Porto, dois de Cascais e 41 da Escola Secundária de Almeirim) ao longo de Janeiro deste ano. Ontem, na reunião do executivo, Carlos Cidade chamou a atenção para «um relatório preocupante», antes de considerar a necessidade de dar «uma perspectiva mais interactiva» ao espaço. «Exige, por parte da Câmara, a criação de uma equipa que pudesse estudar uma solução que desse vida à Casa-Museu», prosseguiu, aconselhando o recurso às novas tecnologias. «É negativo e mau para a cidade os resultados apresentados», concluiu o vereador do PS.

Dizendo-se «totalmente de acordo» com o socialista, Maria José Azevedo Santos, vereadora da Cultura da Câmara de Coimbra, realçou que a Casa «tem a filha que vai zelando pela Casa e é de respeitar e tem uma conservadora e uma direcção», destacando que «tudo o que tem sido sugerido pela dra. Clara Rocha é para melhoria da Casa-Museu Miguel Torga», para, de imediato, garantir: «Tudo o que tenho sugerido à conservadora e à direcção tem sido aceite».

Contudo, o desejo de manter a Casa como era, foi, desde sempre, defendido por Clara Rocha e Cristina Robalo Cordeiro, conservadora da Casa-Museu Miguel Torga. «A casa representava um refúgio. Torga era assim e a família quer que seja assim lembrado», sublinhou Carlos Encarnação, falando de «um conjunto de limitações» e assegurando que, «em relação às pessoas que estão responsáveis pela Casa, não há melhor: a filha Clara Rocha, a conservadora Cristina Robalo Cordeiro e a vereadora Maria José Azevedo Santos».

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, Maria José Azevedo Santos apresentou o horário como uma limitação. «A Casa só abre à tarde, das 14h00 às 17h30 ou 18h00. Não abre aos domingos e aos sábados só excepcionalmente», afirmou a vereadora, explicando que «o horário é limitado pela falta de recursos humanos». O número de visitas de Janeiro é justificado por ser «um mês pouco seleccionado pelas escolas para trazer alunos aos museus», além da «dureza do clima» ter levado ao cancelamento de algumas visitas.

Replantar jardim como Torga tinha

De modo a tornar a Casa-Museu Miguel Torga, sita na Praceta Fernando Pessoa, na zona dos Olivais, mais atractiva, a Câmara de Coimbra tem a construção de um centro de documentação como «um dos objectivos estratégicos para 2010». «Queremos abrir o concurso este ano», prosseguiu Maria José Azevedo Santos, explicando que «o centro de documentação inclui, sobretudo, a construção de um auditório, com poucos lugares, nas traseiras da casa, tentando que tenha algum espaço para investigação e apoio à biblioteca, que está a ser tratada na Biblioteca Municipal».

Clara Rocha já disponibilizou um croqui com o jardim como Miguel Torga «tinha e queria». «Quando for plantado, quero transformá-lo num atelier pedagógico», revelou a vereadora da Cultura, defendendo que a Casa–Museu «já é um ponto de referência nesta cidade», antes de falar de um filme sobre a vida do poeta. «Vai dar algum ânimo e a vida que a Casa necessita», garantiu Maria José Azevedo Santos, que disse, ainda, estar pronto a ser produzido vário material de divulgação da Casa-Museu Miguel Torga, como, por exemplo, canetas e marcadores de livros.

«Há uma aproximação da filha do poeta e da conservadora à Câmara de Coimbra. Há uns meses estavam bastante distantes, porque não havia grande movimento na Casa a nível cultural. A casa de Torga, por natureza, é fria, nua, quase agreste como as torgas. Não foi por acaso que escolheu o pseudónimo Torga. A filha defende intransigentemente isto», confidenciou a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra.

O vereador do PS, António Vilhena, fez a sugestão para que todos os fotógrafos da cidade fossem contactados com o objectivo de ser reunido o espólio fotográfico de Miguel Torga. «Era importante convidar todos os fotógrafos a reunir todas essas imagens tiradas ao longo dos anos. Era um bom trabalho para memória colectiva», declarou Vilhena, antes de Maria José Azevedo Santos informar que «a vizinha do lado de Torga tem um espólio riquíssimo, mas enquanto não estiver feito o centro de documentação…».

Fonte – Diário de Coimbra

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