Aeroporto 'verde' custa 150 milhões

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As medidas de minimização do impacte ambiental da construção do novo aeroporto de Lisboa vão custar entre 130 e 150 milhões de euros, num projecto cujo custo total está estimado em cerca de seis mil milhões de euros, incluindo os acessos rodoviários. O aeroporto em si, a suportar pelo consórcio privado a quem a obra seja adjudicada, fica-se pelos 3,3 mil milhões.

Os dados ontem revelados pela Naer – na apresentação do estudo de impacte ambiental – ficam entre 50 a 70 milhões de euros abaixo do valor de 200 milhões de euros que tinha sido inicialmente apontado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Mas podem vir a ser revistos em alta, uma vez que todo o estudo “está dependente da apreciação da Agência Portuguesa do Ambiente”, que pode acrescentar ou modificar as propostas de medidas de minimização apresentadas, refere a gestora do novo aeroporto.

Segundo o calendário ontem apresentado pela Naer, em Março o estudo será entregue àquela agência, sendo que entre Abril e Maio deverá ser obtida a declaração de conformidade. A partir daí, o estudo fica em consulta pública e será finalmente apreciado pela comissão de avaliação, que, tal como o DN já havia noticiado, só deverá emitir a Declaração de Impacte Ambiental entre Outubro e Dezembro. Por isso, o lançamento do concurso só deverá acontecer no final do ano, se os prazos não derraparem, o que continua a ser confirmado pelo Ministério das Obras Públicas. A data prevista de entrada em funcionamento é 1 de Novembro de 2017.

Na apresentação das conclusões do estudo, adjudicado ao consórcio liderado pelos holandeses da DHV, “não foram identificadas situações que conduzissem à ocorrência de impactes negativos muito significativos”, o que é atribuído às características do local seleccionado e ao conjunto de medidas de minimização e compensação propostas. “A equipa de 75 técnicos não identificou impactos que tivessem uma significância tal que nos pusessem problemas inultrapassáveis”, afirmou João Almeida, da DHV.

Entre aquelas medidas destacam-se, por exemplo, a reflorestação de sobreiros dentro do campo de tiro de Alcochete, de modo a compensar a área de 1100 hectares de montado que será afectada. Estão igualmente previstos planos de gestão da vida selvagem, com medidas destinadas a reduzir a atractividade de algumas áreas para determinadas espécies e de salvamento de outras espécies, através da sua relocalização.

Do ponto de vista do impacto para as pessoas, a Naer estima “um aumento marginal dos níveis de ruído na zona envolvente do aeroporto”, que não deverá afectar mais de três mil pessoas em 2050. Com a aplicação de medidas preventivas, como reorientação de rotas de descolagem, poderão ser menos de 1500 as pessoas atingidas pelo ruído.

Os responsáveis do estudo sublinharam ainda uma “boa receptividade” ao projecto por parte da maioria da população local e demais interessados, contribuindo para que a obra seja ” ambientalmente responsável”.

Quanto ao impacto socioeconómico, durante a fase de construção deverão ser criados três mil postos de trabalho directos e indirectos, sendo que na fase de exploração o número sobe para mais de 25 mil empregos em 2022. Se o horizonte for o ano de 2050, então os trabalhadores envolvidos podem chegar aos 66 mil.

No ano de abertura, a previsão é de 19 milhões de passageiros, ou seja 68 mil por dia.

Fonte – Diário de Notícias

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