Serra da Estrela: participantes de seminário sobre neve reclamam exploração cultural e natural

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Os participantes num seminário sobre a importância natural, cultural e económica da neve, que hoje terminou em Seia, concluíram que este recurso natural “deve ser aproveitado de uma forma mais integrada”, disse à Lusa um elemento da organização.

Segundo José Conde, técnico superior do CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, que organizou o evento em parceria com a associação ALDEIA, “a neve é um recurso que deve ser explorado numa vertente cultural e natural” e não apenas “na vertente económica”.

Vários oradores nas jornadas apontaram “várias vias de investigação futura” no campo cientí­fico, nomeadamente nas áreas do clima e da geomorfologia da Serra das Estrela.

Por outro lado, salientou à Lusa que devido ao aquecimento global do planeta, tudo indica que, no futuro, “a quantidade de neve existente na serra poderá não permitir que se faça o tipo de desporto ou de actividade que se faz hoje, por muito mais tempo”.

“Convém que a região encontre alternativas a este modelo que temos agora”, disse o elemento da organização do seminário que juntou cerca de uma centena de participantes de vários pontos do país.

Também disse que, mesmo no campo desportivo e recreativo, a neve “tem muitos outros usos do que apenas o do esqui de pista”.

“Há outras alternativas que é possível fazer, respeitando sempre a natureza e procurando sempre uma compatibilização com o território e com as pessoas que aqui residem”, defendeu.

José Conde resumiu que os participantes nos trabalhos também concluíram que a região da Serra da Estrela ficará a ganhar “se a neve for encarada de uma forma global e não apenas em uma perspetiva excessivamente orientada para a exploração do esqui de pista”.

Disse que “há outras vertentes que se devem explorar”, não só a cientifica “mas também a nível recreativo e cultural”.

Em sua opinião “há outros aspetos muito curiosos acerca da neve, por exemplo acerca da biologia das espécies ou a adaptação da fauna e da flora que se podem aproveitar para fazer circuitos interpretativos e espaços museológicos que explorem essa vertente”.

O mesmo elemento da organização do seminário realizado na cidade de Seia recordou que em outras montanhas da Europa existem projetos que exploram vertentes diferentes da neve, lançando o desafio para que “também sejam criados em Portugal”.

No decorrer dos trabalhos foram abordados temas como “os climas locais da Serra da Estrela”, “As plantas e a neve”, “As aves e a neve, estratégias de sobrevivência”, “A neve e as suas gentes” e “A Estrela, mõe dos glaciares, um destino turístico para todo o ano”, entre outros.

Fonte – Jornal i

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