Metade dos projectos de arquitectura portugueses vencedores serão concretizados

Metade dos projectos de arquitectos portugueses premiados nas edições do concurso Europan têm contrato assinado, um deles com obra já concluída, com um conjunto de habitação social nas Galinheiras, em Lisboa.

De acordo com o secretário-geral do Europan em Portugal, Pedro Brandão, “nalguns casos trata-se de planos de urbanização, onde a concretização não é visível em obra construída, mas sim ao nível da programação e planeamento”.

“Contudo, se tivermos em conta os restantes concursos que promovemos a nível nacional são já oito os vencedores, com três obras concluídas”, acrescentou.

Segundo o responsável, a taxa de concretização portuguesa é superior à taxa de concretização média considerados os 20 países participantes no Europan, que não ultrapassa os 30 por cento.

Na 10ª edição do Europan, em Portugal foram 20 as propostas distinguidas nos três sítios a concurso: Cascais/Cabreiro, Entroncamento e Lisboa/Campo Grande.

De todas as equipas distinguidas, metade inclui profissionais portugueses.

O secretário-geral do Europan Portugal aponta como principais dificuldades na concretização dos projectos a falta de terrenos de propriedade municipal e o facto de os promotores privados portugueses pretenderem “retorno a curto prazo”.

“Em Espanha e na Holanda, que são os dois países que mais concretizam os projectos vencedores, a situação é diferente”, afirmou Pedro Brandão, explicando que em Espanha os sócios do Europan são as autonomias regionais, que têm interesse em ver as propostas no terreno, e na Holanda é o instituto público de arquitectura.

“Aqui as câmaras submetem um sítio a concurso e depois vão à procura de um promotor privado que desenvolva o projecto porque é difícil encontrar casos de terrenos cuja propriedade seja municipal”, acrescentou.

O Europan é organizado pela federação europeia de organismos nacionais que promovem concursos de arquitectura e na 10ª edição participaram 62 cidades/sítios de 19 países europeus e mais de 2 400 equipas de jovens arquitectos, arquitectos paisagistas e urbanistas.

A nível nacional os três sítios a concurso eram um terreno adjacente ao futuro hospital de Cascais (em construção) por onde passará o metro ligeiro de superfície, um outro relativo a uma área a reconverter no Entroncamento para usos mistos e ligação entre fragmentos urbanos e uma terceira zona que engloba o prolongamento do eixo central da Avenida da Liberdade (Lisboa), junto ao Campo Grande, e a articulação com a 2ª circular e o acesso ao Alto do Lumiar.

Fonte – Público

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