Oliveira de Azeméis investe um milhão de euros em projecto original nas margens do Caima

A Câmara de Oliveira de Azeméis vai investir um milhão de euros na requalificação das margens do Rio Caima, de acordo com um projecto que privilegia as energias renováveis, o turismo e a formação profissional em áreas clínicas. Numa extensão de cinco quilómetros entre o açude do Areínho e o Parque Bento Carqueja, a intervenção abrange 40 hectares da freguesia de Palmaz, onde há já outros investimentos no terreno.

Entre eles um hotel de 30 camas que irá funcionar integralmente à base de energia hidroeléctrica, fotovoltaica, eólica e por biomassa e o centro de Mestrados em Cuidados Continuados que a Universidade de Aveiro vai criar na antiga fábrica de papel do Caima.

O presidente da autarquia, Hermínio Loureiro, afirma que “o projecto foi aprovado na totalidade [pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte] porque é verdadeiramente original e envolve um conjunto de intervenções que estão relacionadas com tudo o que o país está a fazer ao nível das energias renováveis e da eficiência energética”.

“Enquanto o hotel e o centro de formação são da responsabilidade dos seus promotores, a câmara fica responsável pela requalificação ambiental e paisagística de toda a envolvente”, adianta o autarca. “Não fazia sentido que aquela zona estivesse a receber investimentos destinados a atrair turismo e, depois, o rio estivesse poluído”.

A Câmara de Oliveira de Azeméis já iniciou os trabalhos de limpeza das margens do Caima, tendo, inclusive, descobertos alguns bancos de areia que, para Hermínio Loureiro, representam “a possibilidade de, no futuro, ali se criar uma praia fluvial”.

Está confirmada que nas margens do Caima surja um viveiro florestal de espécies autóctones.

O objectivo é que “quando se fizer o povoamento florestal da zona, o município já terá ali as espécies que se adaptam ao local”.

Para Hermínio Loureiro, “evita-se assim o que costuma acontecer habitualmente, que é as câmaras terem que pagar para comprar espécies que, depois, não sobrevivem no terreno onde são plantadas”.

Devendo ficar concluído até ao final deste ano, o projecto prevê ainda a criação de piscinas biológicas através da despoluição das lagoas existentes e a construção de duas travessias: uma de carácter pedonal, sobre as lagunas, e outra para atravessamento do rio através de uma barca movida com recurso a cabos suspensos.

A intervenção contempla também a criação de áreas de estacionamento, a recuperação dos caminhos existentes nas margens do rio e a reposição da flora característica da zona, no que serão utilizadas espécies vegetais arbóreas resistentes ao fogo.

Fonte – Jornal Construir

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