Google Earth alimenta lenda da cidade perdida

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É uma das lendas que mais entusiasma autores, Durante anos exploradores procuraram uma cidade perdida, o “El Dorado”. Agora, conjuntamente com trabalhos arqueológicos, o Google Earth pode tê-la encontrado.

O jornal “Antiquity” publicou um relatório que revela mais de 200 vestígios na Amazónia, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia. Olhando do céu parece que uma série de figuras geométricas foram esculpidas na terra, mas arqueólogos e historiadores, que publicaram este relatório, consideram que essas marcas são os vestígios de uma antiga civilização. Tudo indica que os vestígios se situam entre os séculos 2 a.C. e 13 d.C.

Esta descoberta não se baseia só nos trabalhos arqueológicos, mas também em imagens disponibilizadas, por parte do Google Earth, de regiões desflorestadas da Amazónia.

No entanto, estes novos dados não podem ser encarados de forma exagerada, tal como considera David Grann, autor de “The Lost City of Z”, como muitas vezes também é designada a cidade El Dorado. “Isto rompe com as noções anteriores de como a Amazónia se pareceria antes da chegada de Cristóvão Colombo (ao continente americano)”, refere no jornal “Times“.

Desde o tempo das conquistas, a lenda de uma antiga e perdida civilização no interior da floresta amazónica entusiasmou vários exploradores que partiram à descoberta desta cidade, embora nenhum deles tivesse conseguido provar a existência do local.

Por isso Grann destaca a história de um bandeirante português, que em 1753, depois de sair do interior da floresta amazónica, afirmou que tinha visto as ruínas de uma antiga civilização do topo de uma montanha. “As ruínas mostram bem o tamanho e a grandeza do que terá sido a cidade e quão populosa e opulenta deve ter sido a era em que ela floresceu”, escreveu o bandeirante, conforme se pode ler no “Times“.

As obras que se centram nesta cidade perdida são muitas e têm-se multiplicado ao longo dos anos, sendo os seus autores até do meio cientí­fico, como é o caso de um ex-director da Royal Geographic Society, John Hemming. Destaca-se ainda o nome de um dos exploradores mais interessados neste tema, Percy Fawcett, que, em 1925, se aventurou novamente na floresta amazónica tendo sido dado como desaparecido pela Royal Geographic Society em 1927. Este explorador não chegou a ser encontrado mas os seus registos inspiraram muitos investigadores. Fawcett publicou inúmeros livros sobre a El Dorado, ou a Cidade Z.

Como todas as lendas, este mistério de uma civilização perdida também foi transportado para a literatura. A obra “O Mundo Perdido”, de Arthur Conan Doyle, conta uma história sobre um cientista que afirma ter provas de espécies extintas que sobrevivem na Amazónia.

Fonte – Jornal Público

Visitem os links adicionados para lerem os diversos artigos escritos e outras informações relacionadas.

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