SRU tem planos para quatro quarteirões da cidade do Porto

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A Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) aprovou os documentos estratégicos para a reabilitação dos quarteirões da Caixa Geral de Depósitos, Sementeira, S. Domingos e Cais das Pedras (nas suas duas subdivisões, Cristêlo e Igreja).

Os quatro quarteirões têm características muito diferentes, mas a aposta da Porto Vivo continua a ser a mesma de sempre – reabilitar, mantendo, tanto quanto possível e quando necessário, as características arquitectónicas dos edifícios, mas dotando-os de condições de salubridade e segurança. A ocupação proposta aponta, na sua generalidade, para a manutenção ou instalação de comércio e serviços nos pisos inferiores, libertando-se os pisos superiores para habitação.

Dos quatro documentos aprovados, aquele que aponta para um grau de intervenção menor é o do quarteirão da Caixa Geral de Depósitos, por possuir uma série de edifícios (como a Culturgest e o Teatro Municipal Rivoli) onde não será necessária qualquer intervenção. Neste quarteirão, 86 por cento dos edifícios possuem um bom ou médio estado de conservação, o que é pouco comum nas zonas de intervenção da SRU. Aqui, a maior alteração é proposta para o edifí­cio onde se encontram instalados os Bombeiros Voluntários, que deverão abandonar o local e transferir-se para Campanhõ. A SRU propõe a demolição da torre de treinos do quartel e a reabilitação conjunta deste edifí­cio com dois outros que lhe são contíguos.

Hotel no Cais das Pedras?

Para S. Domingos é proposta “uma acção enérgica de gestão urbana”, com uma forte aposta na captação de investimento empresarial e na criação de espaços de apoio à actividade turística. Ao contrário do quarteirão da Caixa Geral de Depósitos, a intervenção prevista para este quarteirão é muito mais profunda, tanto mais que das 39 parcelas que o compõem 44 por cento têm mau estado de conservação, 54 por cento não possuem condições de salubridade e 36 por cento têm más condições de segurança.

Para as duas unidades de intervenção distintas do quarteirão do Cais das Pedras – Cristêlo e Igreja -, a Porto Vivo mantém intactos os pressupostos apresentados no anterior projecto-base de documento estratégico. Continua em cima da mesa a possibilidade de realizar dois tipos de intervenção no espaço Cais das Pedras -Igreja, uma mais ligeira e outra mais profunda (sendo que esta implica a demolição de vários edifícios). Na unidade Cais das Pedras-Cristêlo aponta-se para uma intervenção profunda, ficando o espaço com uma função essencialmente residencial, mas continuando a haver a possibilidade de ser construído no local um hotel.

Fonte – Jornal Público

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