Cidades Criativas. Criação de um cluster criativo na região Norte de Portugal

Publicamos hoje um de dois artigos de Marta Margarida Correia:

Cidades Criativas. Criação de um cluster criativo na região norte de Portugal. Análise do potencial de projecção desta região como território criativo, tendo como referência a realidade britânica.

A introdução do conceito de Cidade Criativa lançou novas abordagens acerca de dinâmicas nas cidades, essencialmente, sobre alternativas sócioeconómicas que pretendem funcionar como soluções competitivas e distintivas para esses mesmos locais: cidades ou regiões.

Partindo de alguns conceitos teóricos ligados às Cidades Criativas, e passando brevemente pelo caso do Reino Unido, como referência de sucesso neste domínio, este ensaio baseia-se na proposta, recentemente anunciada, de criação de um cluster criativo na região norte de Portugal, como marca identitária desta região. Serve de principal referência a este caso o Estudo Macroeconómico promovido pela Fundação de Serralves, em parceria com a Junta Metropolitana do Porto, a Casa da Música e a Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense, e desenvolvido pelo consórcio das empresas Tom Fleming Creative Consultancy, Horwath Parsus, Opium, Gestluz Consultores e Comedia, publicado em 2008.

Crise urbana, globalização e criatividade

Talento, Tecnologia e Tolerância são os pilares da competitividade das cidades, segundo o modelo apresentado em 2004 – o modelo dos 3 T´s pelo economista e ensaísta Richard Florida, defendendo que só com estes três factores as cidades serão capazes de atrair, reter e desenvolver pessoas criativas e assim conseguir responder aos desafios futuros.

De facto, a par da urgência das cidades por uma imagem, uma ideia, um sentido que lhes permita determinar o seu posicionamento numa esfera regional e nacional, o processo de globalização tem vindo a criar novos paradigmas na economia mundial (1), e o desenvolvimento das cidades e regiões começa a deixar de se basear apenas numa lógica economicista para começar a ser planeado sob o conceito da criatividade, ligando a economia à cultura, combinando aspectos económicos, culturais, sociais e tecnológicos. Organizações internacionais e responsáveis políticos têm dado uma especial atenção  à evolução da economia global, onde os produtos e serviços criativos constituem parcelas bastante consideráveis, e com tendência crescente, no comércio internacional (2). A emergência das indústrias criativas, alicerçadas na propriedade intelectual e criatividade, para gerar riqueza e emprego, é um dos mais representativos fenómenos da mudança da estrutura económica das regiões e dos países. A sociedade de informação e do conhecimento desenvolve-se paralelamente à valorização da criatividade como factor de sucesso e competitividade. Mas, se informação é um recurso abundante, o verdadeiro talento reside na capacidade de valorização económica das ideias e do conhecimento: significado, conteúdo, estilo, histórias, conceitos, design, moda, tendências, tecnologia – pedaços de significado que as pessoas entendem, identificam, usam, valorizam são o produto das indústrias criativas.

Charles Landry refere que as cidades bem sucedidas aparentam seguir um padrão, dando importância ao Genius Locci (3), e não criam barreiras à criatividade.

Ainda, segundo Landry, a renovação da cidadania, a regeneração de uma cidade, passa pela actividade cultural, reforçando a coesão social, melhorando a imagem local, reduzindo comportamentos agressivos, potenciando a criação de parcerias público-privadas e o desenvolvimento da confiança e da identidade.

Também Sharon Zukin, no seu livro Loft Living, transpõe esta tendência nas cidades para uma nova dinâmica urbana onde a cultura gera e revitaliza a economia. A história de como alguns artistas de Nova Iorque ganharam a sua batalha contra construtores que pretendiam deitar abaixo algumas galerias e armazéns, que entretanto se tinham tornado o seu local de trabalho, apenas na lógica de especulação imobiliária. Neste livro, Zukin recupera uma noção de capital cultural e do seu potencial, demonstrando a forma como a actividade artística e cultural transformaram a imagem, o ambiente e as vivências no Soho de Nova Iorque, tornando-o num local vibrante, trendy, extremamente popular e atractivo.

Recentemente, Portugal parece ter despertado também para esta nova tendência: «A criatividade tornou-se um driving force do crescimento económico e a nova Idade Criativa está neste momento a sobrepor-se a uma Idade Industrial. A referida transformação baseia-se em inteligência humana, conhecimento e criatividade, e faz uso de novas matérias-primas. Estas últimas, que englobam a informação, propriedade industrial, capital criativo e capital intelectual humano, são necessárias à sobrevivência e ao crescimento económico na era da concorrência global. A criatividade pode ser entendida, de um modo conciso, como a capacidade de produção que se manifesta pela originalidade inventiva e inovativa, a capacidade de ver o mesmo que toda a gente, mas pensar de modo diferente.» in Unidade de Coordenação do Plano Tecnológico.

Segundo Landry e Florida, indústrias criativas e cidades criativas relacionam-se de forma simbiótica, alimentando-se mutuamente. As indústrias criativas definem, à partida, um ambiente de abertura, estimulante, atractivo para outras actividades intensivas em conhecimento e exigentes ao nível da qualidade de vida.

Reino Unido. A criação de bairros e quarteirões culturais como política urbana

O Reino Unido é, provavelmente, a nível internacional, o melhor exemplo de uma aposta assumida na adopção de estratégias de regeneração e desenvolvimento das cidades através das indústrias criativas, tendo o próprio conceito sido originalmente desenvolvido pelo Department of Culture, Media and Sports (UK DCMS). Neste país, as indústrias criativas criam cerca de 1.9 milhões de postos de trabalho em 121 000 empreendimentos e gerando 8% do valor nacional bruto.

Grandes cidades industriais como Glasgow, Manchester, Liverpool ou Sheffield responderam à estagnação pós-industrial com processos de regeneração do seu tecido económico e social através das indústrias criativas, das actividades culturais e das artes e, na maior parte dos casos, partindo da criação de quarteirões e bairros culturais e criativos. Nomeadamente, a cidade de Sheffield desenvolveu o conceito e projecto Cultural Industries Quarter, que viria a renovar totalmente a sua imagem, projectando-a para a linha da frente deste conceito de gestão de cidades.

O Cultural Industries Quarter (CIQ) é uma área de 30 hectares no centro da cidade de Sheffield, e constitui o maior e mais concentrado cluster de produção criativa na região. Sobre o fundamento conceptual da Inovação e Design, inicia em 1980 um processo de regeneração cultural, cuja missão se baseava na combinação de criação de emprego, coesão social, consumo cultural e novas tecnologias. Em 1997, esta área contava 150 empresas culturais, incluindo estúdios discográficos, cinema, software, design, audiovisual e empresas de impressão e tipografia. Este projecto teve um rápido crescimento inicial, cujo ritmo continua hoje a criar oportunidades para mais inovação e intervenção.

A produção musical tem sido um fortíssimo agente na projecção nacional e internacional de Sheffield e da região de Yorkshire. Nos anos 70, David Bowie, gravou Ziggy Stardust, que viria a ser mundialmente reconhecido. Na década seguinte, Yorkshire viveu uma cena post-punk muito forte de onde surgiram igualmente êxitos musicais mundiais incluindo The Sisters of Mercy, The Cult, Gang of Four, Human League, e The Mission. Em 1995, surgem os Pulp com o êxito massivo Common People, uma música que retrata exactamente a vida da «classe trabalhadora» do norte. Mais recentemente, a cena musical de Yorkshire volta a estar no mercado discográfico internacional com trabalhos indie-rock como os Kaiser Chiefs ou Arctic Monkeys.

É, no entanto, importante realçar que apesar da intervenção assumida do poder politico, através do UK DCMS, incentivando esta orientação de gestão nas cidades, nem sempre as Cidades Criativas emergentes no Reino Unido partiram dessa iniciativa institucional e politica. Na verdade, a essência destes casos partiu muitas vezes da criatividade individual, nos movimentos independentes, (ou em parcerias público-privadas revestidas de algum carácter informal (4) que de alguma forma sempre tinham existido nessas cidades, ainda que de uma forma marginal, underground.

Norte de Portugal: «A Manchester Portuguesa» e «o Soho do Porto»

O norte de Portugal e, em particular, o Porto convive com uma dualidade de imagens e identidades que facilmente lhe são associadas: uma imagem tradicional e conservadora e, por outro lado, uma imagem de vanguarda e inovação.

É, de certa forma, curioso lembrar aqui a metáfora do Porto como «cidade do trabalho» e, ainda mais, a «Manchester portuguesa». De facto, um dos traços identitários mais fortes do Porto e da região norte em geral, é a sua imagem tradicional, a ideia histórica da sua orientação para o trabalho a par da concentração de indústria. Mas, se pensarmos na evolução de Manchester, e na mudança da sua identidade nos últimos anos, talvez seja possível continuar a encontrar semelhanças com o caso do Porto: uma cidade com um carácter industrial, onde floresce uma classe criativa, crí­tica, consciente e interventiva (5). Em confronto com a imagem tradicional, é hoje evidente uma imagem de inovação, modernidade e vanguarda através de algumas instituições culturais com visibilidade internacional (como a Casa da Música e a Fundação de Serralves), festivais, actividades culturais, associações, e alguns «micro-clusters» criativos que facilmente se reconhecem em alguns pontos da cidade. A maior parte deles são projectos e entidades privadas que demonstram uma espécie de clusterização já em curso, essencialmente estruturada no empreendedorismo privado, e decorrente da tendência cultural pós-Capital 2001.

Muito para além desta evidência, e remetendo para os dados concluídos pelo referido Estudo Macroeconómico, de facto, a região norte demonstra ter, neste momento, cenários de oportunidade para que a regeneração urbana e as indústrias criativas se desenvolvam como realidades convergentes para uma imagem de marca da região. Não obstante os principais activos e recursos criativos se encontrarem concentrados na área metropolitana do Porto, também Braga e Guimarões possuem actores e dinâmicas criativos já fortemente implantados neste sector, pelo que também estas cidades são hoje conhecidas pela sua actividade universitária e cultural e são potenciadoras de uma imagem criativa, de inovação e modernidade.

Após um longo e intenso trabalho no terreno, o Estudo Macroeconómico em questão identificou cinco oportunidades chave para o estabelecimento de um cluster criativo sustentável, distintivo e vibrante no norte de Portugal: boa infra-estrutura criativa e cultural, negócios criativos, organizações e processos estão a estabelecer-se em áreas centrais e a organizar-se em redes, espaço público de qualidade e renovado, regeneração orientada para as funções culturais e criativas, uma mistura de produção e consumos criativos de classe mundial e um património histórico de valor universal. A estas oportunidades acresce ainda o acesso a financiamento específico.

Além destas oportunidades, o Estudo constata também uma distribuição sectorial no actual panorama criativo da região em que, a Arte e a Música são os sectores mais representados, seguidos do Design de Moda e do Design, sendo considerados os sectores com maior potencial de desenvolvimento, particularmente o da Música.

Como estruturar e projectar então a identidade deste território criativo? Voltando ao genius locci de Landry, a construção do lugar com base em projectos colaborativos e interactivos através da cultura, transforma-se no elemento estratégico de desenvolvimento da dinâmica e da identidade da cidade.

O potencial de comunicação e projecção dos projectos criativos existentes actualmente dispersa-se, pelo facto de cada um deles existir isoladamente, conseguindo apenas uma visibilidade local. A atractividade cultural, criativa e turística da região devem ser promovidas como um todo (6) e, as oportunidades anteriormente elencadas, interligadas, contribuirão para o desenvolvimento de uma «marca criativa» regional com dimensão e capacidade competitiva: a NCriativo.

Marca e marketing – o vector estratégico na afirmação do território criativo

Entre outras características, os negócios criativos estão entre os sectores mais dinâmicos, flexíveis e inovadores, influenciando a procurara de novos métodos de comunicação, além de que os valores culturais e empresariais destes negócios têm um impacto directo no reforço da identidade territorial.

Relativamente à afirmação do cluster criativo enquanto marca e identidade do território, o plano de acção associado a este Estudo Macroeconómico define várias estratégias e campanhas a realizar no sentido da sua comunicação e promoção, sendo de destacar, de uma forma generalizada: 1. Estruturação e promoção da Marca NCriativo enquanto conceito umbrella; 2. Divulgação e promoção dos empreendedores e dos talentos criativos da região; 3. Associação à Capital Europeia da Cultura – Guimarões 2012 (7).

Relativamente à primeira, uma marca forte é um instrumento de agregação de projectos que, sob uma mesma designação, podem influenciar o mercado de forma eficaz. Simultaneamente, funciona como factor de valorização comercial e de reforço da imagem de todos os que se acolherem sob a sua alçada. Importa por isso, numa primeira fase, concertar e estruturar os elementos da marca (NCriativo): imagem, valores, posicionamento estratégico, logótipo, mercados-alvo, etc. A segunda vertente pretenderá aumentar a notoriedade e melhorar a imagem das indústrias criativas no território (ou mesmo, para além dele) (8) e, numa segunda fase, junto de potenciais clientes internacionais. Campanhas de publicidade, comunicação online (designadamente o website, a divulgação por email, as newsletters digitais), realização de eventos e/ou participação em eventos internacionais, acções de relações públicas e assessorial de imprensa (com os media regionais, nacionais, especializados e internacionais), todos a actuar numa base de regularidade. Fundamento para o terceito ponto: Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura constitui uma oportunidade ímpar para o futuro da Economia Criativa da Região Norte. A oportunidade para o desenvolvimento de redes e parcerias e a promoção do capital criativo regional, será preponderante no desenvolvimento da «marca criativa» regional, que poderá passar a ser visível na vida criativa e cultural da região, desde que o seu envolvimento seja efectivo, transversal e tenha escala regional. (9)

Tendo em conta a experiência da Porto 2001, poder-se-á considerar que a região norte têm agora uma segunda oportunidade para se projectar na região, no país e até na Europa, mas também, perceber que o grande desafio virá posteriormente. Ou seja, garantir que após este evento, a tendência não esmoreça num «efeito fim de festa», como aconteceu em 2001.

No seguimento destas ideias, parecem haver dois conceitos fundamentais ao desenvolvimento de uma identidade criativa para a região norte: um duplo sentido de Tempo (para a criação de toda a estrutura, para o funcionamento das redes começar a dar frutos e por outro lado, no prolongamento das estratégias e das dinâmicas após 2012) e Transversalidade (trabalhar em rede, em parceria, e entre vários sectores). Seria quase de sugerir a adaptação do modelo de Richard Florida, neste caso, para 5 T’s.

Subjacente a toda a estratégia de implementação da marca, assim como de outras linhas de acção, encontramos um denominador comum: a constituição de uma Agência para o Desenvolvimento Criativo, que é apontada como parceira para as acções de comunicação descritas. Esta Agência encontra a sua referência benchmarking na agência britânica CIDA East London, reconhecida como um exemplo internacional de sucesso.

As funções atribuídas a esta instituição são várias, nomeadamente a promoção da marca (que neste Estudo surge, curiosamente, elencada em último lugar): produção de conhecimento sobre o tema, promover a clusterização e a transversalidade, estabelecer parcerias e redes, desenvolver o mercado, etc. É interessante, no entanto, confrontar as funções previstas para esta Agência com o exemplo do micro-cluster da Rua Miguel Bombarda. Este pequeno «Soho do Porto» exemplifica, à sua escala, que a possibilidade de trabalhar criativamente e que a criação de um ambiente e uma identidade, não só é possí­vel, como não exige injecção de capital público, intervenção politica, ou qualquer tipo de regulamentação imposta. Pelo contrário.

O próprio Tom Fleming, outro guru desta “recente” problemática e, consultor para este projecto, salientou, aquando de uma intervenção no Porto, o desenvolvimento criativo premeditadamente pouco regulado, resultando em projectos vivos e espontâneos. Na mesma intervenção defendeu, ainda, a bem de toda a teoria subjacente, que as cidades devem, antes de tudo, procurar e reconhecer o potencial criativo e o talento das suas pessoas. Uma ideia também defendida por Florida: Who’s your city?

Voltando ao Reino Unido, Liverpool, que tem vindo a desenvolver uma imagem no sentido de Cidade Criativa, consegue, este ano, uma maior visibilidade ao ser Capital Europeia da Cultura. Um dos pilares da sua programação cultural é uma forte relação com a comunidade, desenvolvendo projectos locais. Este tem sido um ponto forte na sua estratégia de comunicação, juntamente com a promoção da descoberta da região.

De que precisa, afinal, uma cidade ou região para ser criativa e se afirmar como tal? Conhecer e incentivar o potencial das pessoas, mantendo os valores de uma ética criativa mas igualmente criar uma estrutura de organização e administração com capacidade de gestão e de liderança.

Alguém definiu que um processo de branding deve ser construído como quem constrói uma narrativa. Acrescentaríamos que a narrativa deve estar em consonância com a realidade, e sem atropelos ou ambiguidades com outros conceitos de comunicação pretendidas para a região.

Marta Margarida Correia

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Notas

(1) O movimento internacional de capitais, a mobilidade dos talentos, a crescente necessidade de inovação e de serviços especializados e as dinâmicas de redes, que ligam cada lugar a uma ampla geografia de mercados globais, confirmam esta premissa geral.

(2) De acordo as Nações Unidas, o valor das exportações mundiais de bens e serviços criativos atingiu, em 2005, 424,4 mil milhões de dólares, representando 3,4% do comércio mundial. Segundo o mesmo estudo, em Portugal este sector contribuiu com 1,4 % do PIB em 2003 correspondendo a 6.358 milhões de euros. Isto significa que o sector criativo foi o terceiro principal contribuinte para o PIB português.

(3) “O carácter do lugar”. LANDRY, Charles, The Creative City, A toolkit for urban innovators.

(4) Bristol afirmou-se como um centro regional de media, contando simultaneamente com o apoio de agentes locais no avanço de projectos marcantes (Arnolfini e Watershed) juntamente com o poder local. Estes projectos em parceria, o próprio mercado e a imagem de qualidade de vida, tornaram a cidade atractiva a fotógrafos, artistas e cineastas independentes. Tudo isto, sem que o poder local desempenhasse nenhum papel especialmente promotor nesse sentido. Uma parceria “criativa” permitiu que diferentes parceiros interviessem no seu respectivo domínio: o sector privado, procurando a forma mais eficiente para alcançar objectivos; um terceiro sector articulando os pontos de vista locais, agilizando a comunicação na comunidade e desenvolvendo um sentido de pertença e, o sector público orientando uma política estratégica e assegurando que os objectivos públicos são alcançados.

(5) Coincidindo com a Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, uma comunidade de criadores e galerias de arte fixou-se na Rua Miguel Bombarda, atraindo paralelamente outras iniciativas no âmbito da criação cultural e acabando por conseguir visibilidade através da realização de inaugurações em conjunto. Este fenónemo dá-se quase como uma reacção política, tratando-se de projectos independentes, alternatives, aos quais muitas pessoas já associaram a analogia de um Soho.

(6) Bastante de acordo com a mais recente definição de indústria criativa pelo UK DCMS, a proposta para criação do cluster de indústrias criativas na região norte, define que sejam abrangidos não só os sectores eminentemente criativos como também os restantes sectores da economia regional (têxtil, calçado, turismo, manufactura e alimentação (gastronomia e vinhos). Referência benchmarking: http://www.makedesignwork.com

(7) A associação a este evento define como objectivos principais: desenvolver redes e parcerias culturais na região; promover a capacidade criativa local e regional; estimular o cluster criativo regional através da criação do Bairro Criativo de Couros; promover a “marca criativa” da região.

(8) Modelo de promoção e visibilidade global. Benchmarking: http://www.nottinghamcreative.net/news e http://www.ddc.dk

(9) Benchmarking: http://www.birmingham.gov.uk

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Bibliografia

BELL, David; JAYNE, Mark, (2004) City of Quarters, Urban villages in the contemporary city,

Londres, Ashgate

Estudo Macroeconómico sobre o desenvolvimento de um Cluster de Industrias Criativas na

Região Norte de Portugal (2008)

FLORIDA, Richard, (2008) Who’s your city? em http://creativeclass.com/whos_your_city/

FLORIDA, Richard, (2002) The Rise of the Creative Class, Basic Books

LANDRY, Charles, (2004) The Creative city, a toolkit for urban innovators, Londres,

Earthscan Publications Ltd

LANDRY, Charles; BIANCHINI, Franco, (1995) The Creative City, Demos

LOPES, João Teixeira, (2000) A cidade e a cultura, um estudo sobre práticas culturais

urbanas, Porto, Edições Afrontamento e Câmara Municipal do Porto

United Nations Creative Economy Report ,(2008) UNCTAD

ZUKIN, Sharon, (1982) Loft Living, New Brunswick

armazéns, que entretanto se tinham tornado o seu local de trabalho, apenas
na lógica de especulação imobiliária. Neste livro, Zukin recupera uma noção
de capital cultural e do seu potencial, demonstrando a forma como a
actividade artística e cultural transformaram a imagem, o ambiente e as
vivências no Soho de Nova Iorque, tornando-o num local vibrante, trendy,
extremamente popular e atractivo.
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4 respostas a Cidades Criativas. Criação de um cluster criativo na região Norte de Portugal

  1. João Queirós diz:

    E agora, para algo um pouco… diferente, sugiro a leitura deste interessante artigo de Jamie Peck, no qual se discutem criticamente algumas das implicações destas coisas das cidades criativas. Quanto ao Richard Florida… bem, o melhor é ler-se o que diz Jamie Peck: http://www3.interscience.wiley.com/cgi-bin/fulltext/118654767/PDFSTART

  2. Pingback: Património industrial do Vale do Ruhr: da paisagem industrial a uma paisagem cutural. | 5ª Cidade

  3. Pingback: A cidade dos criativos « Urbscape

  4. Bom post…
    Gostei da abordagem…

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