Óbidos: Câmara quer transformar vila numa indústria criativa

A câmara de Óbidos anunciou hoje que quer transformar o município numa indústria criativa tendo já delineado um plano com iniciativas de incentivo à criatividade.

O presidente da autarquia, Telmo Faria, disse que a primeira iniciativa já concretizada é na área da “educação criativa” com o lançamento do primeiro de quatro complexos escolares onde os alunos dispõem de recursos tecnológicos e podem desenvolver ideias e talentos fora do programa curricular.

“Em Março vai abrir o Parque Tecnológico e estamos a desenvolver novos conceitos de habitação criativa”, adiantou.

Telmo Faria falava na conferência sobre clusters criativos em pequenos centros urbanos que está hoje a decorrer em Óbidos.

O município quer atrair para a vila histórica não só os artistas mas outros profissionais tais como os arquitectos, publicitários, profissões ligadas ao design, à investigação científica ou até à gastronomia.

Para isso está a preparar um programa de “habitações criativas” que constam na recuperação de casas devolutas no interior das muralhas.

Segundo explicou à Lusa Filipe Montargil, responsável pelo projecto, “a ideia é que depois essas casas sejam arrendadas a preços mais baixos do que os praticados no mercado, a pessoas ligadas à criatividade e que as possam transformar em residência e ateliê”.

“Fora das muralhas pretende-se recuperar antigas fábricas ou cerâmicas onde, por exemplo, se podem vir a instalar escultores já que é uma actividade que necessita de mais espaço”, explicou.

Segundo o presidente da câmara, as indústrias criativas “trazem mais conhecimento, mais emprego e mais riqueza como demonstram os resultados no Reino Unidos onde este sector já representa 8 por cento do Produto Interno Bruto”.

O município de Óbidos impulsionou ainda a criação da primeira rede nacional de cidades criativas com o objectivo de atraírem para os seus concelhos profissionais das áreas criativas.

A rede é constituída pelos concelhos de Óbidos, Guimarões, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Novo e Portalegre e já apresentou uma candidatura a fundos comunitários para apoio aos projectos no valor de cerca de 13 milhões de euros.

Além de Óbidos, a câmara de Montemor-o-Velho é uma das que também já tem em curso projectos para atrair criativos.

O presidente da autarquia, Marques Leal, disse hoje à Lusa que a proximidade a Coimbra e à Figueira da Foz tende a transformar Montemor num dormitório e por isso está a desenvolver projectos para contrariar essa tendência.

“O projecto `ruas de cultura` quer recuperar as artérias de acesso ao castelo dando-lhes uma nova funcionalidade”, adiantou.

A ideia é que nas casas que têm vindo a ser compradas pela autarquia se instalem ateliers e residências para atletas e criativos nas áreas das tecnologias ou das artes plásticas.

Notícia Lusa/RTP

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Uncategorized com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s